Tributo à Tereza Rachel

Morreu a maravilhosa atriz Tereza Raquel, uma das maiores que este país já teve — opinião minha, e de muitos. Morreu dia 2 de abril passado. É pena, as resenhas que saíram sobre ela na mídia impressa falam sempre em novelas. E a meu ver o grande peso de sua arte está no teatro, com alguns lampejos espetaculares em cinema, como foi o caso do AMANTE MUITO LOUCA, longa dirigido pelo meu irmão Denoy de Oliveira.

BLOG - AMANTE - Tereza Raquel - final do filme - bCom esse filme ela ganhou tudo no ano como melhor atriz (1974): “Kikito” em Gramado e “Coruja de Ouro”, da Embrafilme. Mas de fato naquele ano não tinha pra ninguém. Disparado. É soberba a interpretação que ela dá à personagem Brigitte, algo que vai ficar pra história do cinema brasileiro, num trabalho primoroso de direção do Denoy.

A Tereza era o tipo da atriz que não saía nunca do imaginário dos criadores. Seja de teatro, de cinema, como no meu caso. Em muitos roteiros que escrevi, eu sempre pensava nela. — Nesse papel a Tereza arrebenta! Tem tudo a ver com ela!

Ao mesmo tempo eu pensava: como ela estará? Nunca mais a vi!

E também eu não conseguia fazer o longa. Não obtinha recursos. Entrava em concursos, e mais concursos… Frustração realmente. Uma tristeza só.

Agora ela morre. 82 anos. Deixa uma lacuna que puxa vida! E ela poderia fazer muita coisa ainda. Com aquele talento impressionante. Aquele rosto incisivo. Olhar denso, como não vejo em nenhuma atriz.

BLOG - AMANTE - Tereza Raquel - teatro revistaMerda! Ela se foi.

Comente

comentários